« jul
2019
»
dom
seg 1
ter 2
qua 3
qui 4
sex 5
sáb 6
dom 7
seg 8
ter 9
qua 10
qui 11
sex 12
sáb 13
dom 14
seg 15
ter 16
qua 17
qui 18
sex 19
sáb 20
dom 21
seg 22
ter 23
qua 24
qui 25
sex 26
sáb 27
dom 28
seg 29
ter 30
qua 31

Login

Newsletter

Receba a nossa newsletter, preenchendo o campo abaixo com o seu e-mail.

Linhas de Investigação

I. Arquitectura

II. Artes Visuais

III. História da Arte

IV. Arqueologia [História da Arte]

V. Paisagem e Estética da Paisagem

VI. Teatro e Estudos de Performance


I. Arquitectura

Coord. geral: Prof. Doutor João Soares

(Departamento de Arquitectura, Universidade de Évora)


2009-2018

Cultura Arquitectónica e de paisagem no espaço do Mediterrâneo e Índia.

A presente linha de investigação vem na sequência do desenvolvimento do projecto actualmente em curso POCTI/AUR/42147/2001) pretendendo-se agora dar maior relevância a aspectos da cultura arquitectónica e da paisagem e de constituir base para trabalhos de dissertações de mestrado conjuntas. A prioridade de continuar a investigação sobre a Medina de Marrakech com trabalho de campo e em parceria com equipas locais e posterior desenvolvimento para publicação de estudo que em conjunto com outras geografias constituirá uma leitura plural e especulativa que possibilitará intervenções de carácter arquitectónico mais sólidas e inovadoras. Nova dinâmica das relações entre Portugal e o mundo árabe, em especial o Maghreb. Estudo comparativo com outros núcleos urbanos e analisar a evolução e mutações da arquitectura por intermédio de uma comparabilidade que terá em conta os aspectos de fundação religiosa, morfológica e de clima e sua tradução quer em propostas de índole arquitectónicas quer de índole histórica.

Grau Zero da Arquitectura

Promover o debate da cultura arquitectónica necessária para os países e regiões do mundo em vias de desenvolvimento e para aqueles que estão em situação de emergência ambiental ou humanitária. Uma parte provavelmente decisiva do futuro da arquitectura como campo de conhecimento e de produção cultural pertinente para a vida no planeta e para aqueles que o habitam está na prática arquitectónica em curso nos países e regiões em vias de desenvolvimento. Não se trata apenas dos “velhos” problemas do desenvolvimento - problemas de saneamento básico, infra-estruturas, habitação, equipamentos essenciais - trata-se também dos “novos” problemas de megalópoles onde coexistem todos os graus de desenvolvimento, da explosão do turismo global, da reutilização do património histórico edificado e natural. Desempenho da arquitectura e do projecto perante as catástrofes naturais, ambientais e político-militares que marcam o nosso tempo. Arquitectos, paisagistas, urbanistas, geógrafos, antropólogos, sociólogos, historiadores interessados na cultura da arquitectura, podem procurar na cultura arquitectónica para o desenvolvimento e a emergência uma prática ao serviço da humanidade e da Terra. Portugal tem algumas vantagens como lugar de lançamento de um curso deste tipo, como país também em vias de desenvolvimento mas já membro da União Europeia, pelo facto da cultura arquitectónica portuguesa ter uma certa influência nos meios da arquitectura internacional e pelas relações históricas e culturais que Portugal mantém com um conjunto de países em vias de desenvolvimento, alguns dos quais de grande importância global presente e futura. Finalmente, há as indicações de que o o governo português tem dado indicações seguras e passos concretos no sentido do estabelecimento de relações económicas e culturais mais fortes entre Portugal e alguns países do Maghreb, num contexto de favorecimentode um campo de investigação alicerçado no estudo documental do património construído e nos arquivos do património português no território da expansão. Neste enquadramento, a arquitectura está em refundação, está no seu “grau zero”. Trata-se de ajudar a desvincular a cultura arquitectónica do luxo dos programas de um ocidente exportável para toda a parte e de repensar a sua relação com o desenvolvimento, o ambiente, a história.

Biografia de um Território

A presente linha de investigação apresenta-se na sequencia do projecto submetido a avaliação à FCT : PTDC/AUR/64981/2006. “Biography of a Territory”, sendo agora o seu campo de investigação ampliado ao espaço geográfico do Algarve, como espaço de importantes alterações sociais e que se apresenta como um caso fecundo para a abordagem de questões paisagístico-identitárias. O campo no qual terá lugar a investigação encontra-se num espaço entre os domínios das questões relacionadas com o território e paisagem e com a sua significação, a dimensão cultural da paisagem No seu sentido mais amplo, o objecto de estudo é o Território que, na sua dimensão Física e Cultural, configura uma terceira dimensão/entidade – paisagística. O ensaio de uma possível concretização deve contemplar uma aproximação histórica (relacionada com o passado) e outra operativa (relacionada com o futuro). É desta dialéctica que pode emergir a leitura de permanências, substituições, actualizações, hibridações. A atenção será concentrada sobre estas dinâmicas, por forma a procurar delinear interpretações e mesmo arriscar eventuais hipóteses de intervenção. Um lugar possível Para poder ensaiar modalidades de revelação (no sentido fotográfico) deste dispositivo interpretativo do território, propõem-se a aplicação a um lugar específico. Desse lugar serão "separados", do seu estado actual, tanto as presenças como os vestígios de dinâmicas sociais – económicas e culturais, que existem ou permaneceram impregnadas nos artefactos arquitectónicos, nas características de elementos da paisagem, signos e formas de ocupação, manipulação e construção do território. Assim, parte-se à procura de lugares onde sejam perceptíveis ou previsíveis situações de mudanças de uso e da consequente metamorfose física. Na caracterização de uma paisagem cultural, será também elegido o campo de investigação do estudo e evolução transformativa de materiais naturais que tem caracterizado a construção e o lugar. Nomeadamente a pedra, a sua raiz histórica e a sua constante mutação formal. Neste campo particular atenção será dada à parceria com empresas e centros tecnológicos que trabalham nesse domínio.

Historiografia da Computação. A posição pioneira de Leslie Martin e o contraponto Português.

Partindo essencialmente do trabalho realizado em Cambridge, UK durante a década de 50-60 por Leslie Martin e Lionel March, através da fundação do Land Use and Built Form Studis Center (LUBFS), analisar qual a influencia desse trabalho nas teorias de arquitectura em Portugal e como e onde foi feita a implementação de técnicas computacionais relacionadas com a arquitectura. O trabalho de investigação engloba a consulta do arquivo de Leslie Martin em Londres, como o arquivo do LNEC. Casos de estudo como o projecto de Álvaro Siza e da Sede da Fundação Calouste Gulbenkian através do trabalho do Eng.º Luís de Guimarães Lobato tornam-se pertinentes casos de estudo que se constituirão como elementos fundadores da investigação. Entre os principais objectivo está o propósito de investigar e divulgar um campo de pesquisa ainda pouco aprofundado nos estudos de arquitectura em Portugal e contribuir para a criação de conhecimento nesse domínio.

 

2018

Aborda a arquitetura como um modo específico de cultura contemporânea nos seguintes âmbitos: Metodológico - o ensaio do projeto como meio de reflexão e desenvolvimento de pesquisas; Territorial e paisagístico - como contexto fundador das atividades antrópicas; Conservação do património construído nas suas diferentes expressões - erudito e vernáculo; urbano; infra-estrutural e industrial; Construtivo - relacionado ao conhecimento técnico e sua formação cultural; Da percepção do uso de espaços, lugares e territórios; De crítica através do trabalho sobre os meios de comunicação e debate Arquitetura - exposições, publicações e laboratórios como meios necessários para a organização do grupos de pesquisa.

voltar ao topo


II. Artes Visuais

Coord. geral: Prof. Doutor Rui Valério

(Departamento de Artes Visuais, Universidade de Évora)


2009-2017

  1. 1.      DOSSIER Arte, Ciência e Tecnologia

Projectos que tratam da relação entre as linguagens Artísticas e Científicas. A verdade e o valor em arte, e na Ciência. Os projectos artísticos e a sua materialização tecnológica. Conceito e execução. O conteúdo da arte e o progresso técnico. Implicações estéticas das novas tecnologias e avanços tecnológicos e científicos recentes.

 

“Técnicas mistas no campo da expressão pictórica: pintura, gravura e fotografia - as manipulações sensíveis”.

 

Pretende-se realizar estudos práticos e reflexões sobre a utilização mista de pintura, gravura (não tóxica) e fotografia, para desenvolver “imagens de expressão pictórica” que utilizem esses meios e técnicas, em ligação e em combinação com os meios informáticos e digitais.

 

“Leveza: Projecto, Processos e Contingências”

  • Reflectir sobre estas expressões no meu próprio trabalho
  • Caracterizar as razões da leveza, nos seus planos do simbólico e do poético, enquanto atributos da inteligência presentes em muitas obras de arte.
  • Assinalar, se possível qualificar, como a luz, a experiência da cor, os campos magnéticos, a acção num espaço sem referências como o deserto e os suportes digitais, na sua imaterialidade secundam, beneficiam mesmo as expectativas de leveza.
  • Levantamento documental e fotográfico, de entre as obras do passado, de exemplos em que reconheço o meu ideal de leveza, como discernida qualidade emocional.
  • Tentativa de demonstração desta posição de valor na contemporaneidade.
  • Estabelecer relações entre os materiais sólidos, líquidos, gasosos, lumínicos, sonoros e os suportes digitais. A intermideabilidade.

 

" Análise da linguagem pictórica utilizada em meios informáticos"

Estudar e analisar:

  • A não preferência da linguagem verbal nas comunicações interpessoais
  • Os mecanismos que conduzem a que em mensagens escritas se utilizem símbolos “emotion icon” em vez de palavras
  • Os mecanismos que estão subjacentes a uma alteração da escrita das palavras para uma escrita com algo de estenográfica
  • Se existe uma conexão entre a escrita mencionada no ponto anterior e o som da palavra original ou se pelo contrario assenta apenas numa poupança de letras.

 

  1. 2.      DOSSIER Arte e Sociedade

O objectivo geral desta linha de investigação é o estudo da forma como as artes se inserem num contexto social e humano. Nesse sentido, será prestada atenção não só ao conteúdo das artes visuais produzidas ontem ou hoje, mas também ao modo com as mesmas são vistas e reconhecidas pelo meio exterior. É relevante também o levantamento e estudo da realidade exterior, de um ponto de vista estético – visual. Assim, é possível recorrer à elaboração de textos mas também a construção de discursos incluindo imagens e som, quando tal se justificar. Nesta linha de investigação são incluídos projectos que interliguem de forma interdisciplinar as artes visuais e as chamadas ciências humanas, como a história, a sociologia, psicologia, antropologia, museologia, ciências da comunicação e estética. O facto de residir num centro de investigação científico - artístico permitirá aos projectos utilizar vários princípios metodológicos, com a liberdade criativa e o recurso à intuição que são característica das artes. Respeitando embora a metodologia das diversas ciências, estas serão consideradas apenas como meios, para se chegar a conclusões que se inserem no domínio artístico. Polimedia pode ler-se aqui como o uso sucessivo ou combinado das diferentes metodologias.

 

"A Arte que é"

A causa da coisa arte e a causa da arte. A coisa da arte. Quando é que uma coisa passa a ser arte. Este estudo investiga e teoriza sobre quando, como e porquê é que as representações simbólicas se integram na categoria de Arte. No início era o desenho (40.000 ac). O desenho passa a escrita (8.000 ac). A evolução genética (neurónios espelho) e civilizacional (cultura) e a noção de universais da prática artística. As metamoforses cíclicas dos períodos artísticos: Arcaico – Clássico – Barroco + Moderno / Contemporâneo. O Artomo como o elemento agregador da coisa que é arte. O Explicadismo como a forma de explicar e fazer arte.

 

"Observatório da Crítica de Arte"

Continuação do projecto de levantamento e estudo sobre a realidade da crítica de arte e jornalismo artístico, após a publicação de um livro de notas preliminares redigidas no início deste projecto.

Seminário: ABOUT LUSITANIA. Janeiro de 2009.

Lusitânia foi uma revista fundada e dirigida por Martim Avillez a partir de Nova Iorque entre 1988 e 2001 e que, apesar da sua importância e riqueza de conteúdos, é pouco conhecida em Portugal. Colaboraram nesta revista, entre outros.

Sub-tema do “Observatório”:

"Anatomia da Inestética"

O feio é esteticamente muito mais activo e consensual que o belo. Sobre ele nos podemos entender e detectar grandes consensos sociais. É por outro lado geralmente um impulso estético que leva o cidadão a colocar ou promover obras públicas que são feias e que se destacam do fundo esteticamente neutro que constitui a realidade habitual e quotidiana. O estudo do inestético é por isso a melhor forma, e talvez a única possível, de nos debruçarmos sobre o belo.

 

"Variações sobre o Maneirismo"

Publicação das conclusões de uma investigação desenvolvida ao longo do processo de doutoramento de FRS.

voltar ao topo


III. História da Arte

Coord. Geral: Prof. Doutor José Alberto Gomes Machado

(Departamento de História, Universidade de Évora)


 

2009-2017

Coleccionismo de Arte em Portugal

Visa investigar e dar a conhecer um dos aspectos menos estudados da cultura portuguesa, fundamental para a caracterização do seu âmbito histórico-artístico. Incidirá principalmente sobre os séculos XVII a XIX, e dará, numa primeira fase, uma particular atenção às colecções aristocráticas, sempre muito citadas mas pouco conhecidas e das quais só raríssimos inventários se encontram publicados.

Connecting Cities

Fórum virtual de exposição e debate de ideias sobre a história do urbanismo, entendido na multiplicidade de variáveis que lhe dão expressão, numa perspectiva internacional. Ao longo de 2 anos, o site estará aberto a contribuições (sujeitas a um processo de selecção), em francês e inglês, de investigadores nacionais e estrangeiros cujos trabalhos e estudos incidam sobre os seguintes tópicos:

  • Memory and Development – permanências arquitectónicas e urbanas em estreita relação com a cidade em evolução. Elementos que permaneceram apesar das transformações que as cidades foram sofrendo ao longo do tempo e que se continuaram a destacar para além das sedimentações das diferentes épocas, mesmo quando estas parecem terem perdido a sua funcionalidade ou o seu significado originais. O que sobreviveu porque de alguma maneira se constituiu como elemento de identidade da cidade e dos seus habitantes por sucessivas gerações.
  • Place and History - cidades que são hoje núcleos urbanos de pequena ou média dimensão, mas que tiveram, em dado momento da sua história, por algum factor concreto, uma determinada importância e que ainda apresentam manifestações arquitectónicas e urbanas que atestam este estatuto perdido.
  • Utopia and Habitat - Idealização da cidade ou das cidades, através de projectos não concretizados, propostas urbanísticas de carácter teórico, descrições (narrativas de viagens, guias de viagem, monografias) e representações (pinturas, gravuras, iluminuras, frescos, fotografia). Perceber como os discursos sobre a arquitectura e os espaços da cidade podem alterar as nossas percepções e vivências do espaço urbano - inclusivamente o discurso historiográfico.

Relações artísticas luso-francesas

Visa o projecto sobretudo a publicação de documentos inéditos envolvendo nomes relevantes da história cultural europeia, prevendo-se a prearação de edição e subsequente publicação, dos seguintes dois estudos: Les années parisiennes de Domingos Rebelo (1907-1913) e Francisco de Lacerda, L’ ami portugais de Claude Debussy.

 

2018

 

Tem como principais áreas de especialização a história da pintura e do azulejo (sécs. XVI-XX), a história da arquitetura (sécs. XVI-XX), fotografia (sécs. XIX-XX), a historiografia da arte, a história e teoria do património e sua conservação e o património digital. Integra uma componente de história do teatro, centrada no teatro de marionetas, na dramaturgia e na tradução, que se articula com o grupo de Estudos de Teatro e Performance. Coordena a transversalidade da componente de história e teoria do património e da conservação em relação aos restantes grupos de investigação, focando-se no estudo crítico das componentes ideológicas, estéticas e sociais dos discursos sobre as artes do passado entre os séculos XVI e XX. Destaca-se a investigação na área do património digital, aplicado à história da arquitetura e da cidade, com enfoque na aplicação da tecnologia digital à representação e comunicação do conhecimento histórico, e nas alterações que está a introduzir no processo de heurística, crítica e interpretação do conhecimento em história da arte. Interessa-lhe sobretudo como a tecnologia digital pode proporcionar uma dimensão de investigação laboratorial às Humanidades.



IV. Arqueologia

Coord. Geral: Prof. Doutor Joreg Oliveira

(Departamento de História, Universidade de Évora)


2009-2017

(Sub-área da linha de investigação em História da Arte)

Projecto ARA – Arte Rupestre de Arronches

Estudo da arte rupestre esquemática do concelho de Arronches e o seu contexto arqueológico.

  • Levantamento,
  • decalque,
  • fotografia e escavação do Abrigo dos Gaivões
  • Levantamento,
  • decalque e fotografia do Abrigo da Igreja dos Mouros Prospecções de campo na Freguesia de Esperança
  • Análise por Fluorescência de Raio X da composição química das pinturas dos abrigos dos Gaivões e Igreja dos Mouros ( Universidade da Extremadura – Badajoz)
  • fotografia e escavação do Abrigo Pinho Monteiro
  • Recolha de pólenes e carvões para estudo da flora antiga (Universidade da Extremadura – Badajoz)
  • Recolha de matéria orgânica para datação por radiocarbono
  • Análise por Fluorescência de Raio X da composição química das pinturas do Abrigo Pinho Monteiro ( Universidade da Extremadura – Badajoz)

Projecto ARFA – Arte Rupestre da Freguesia de Alegrete

Financiamento: Junta de Freguesia de Alegrete aprovado pelo IGESPAR

  • Levantamento,
  • decalque e fotografia da Gruta da Ermida de Nª. Srª. da Lapa
  • Prospecções na Freguesia de Alegrete
  • Análise por Fluorescência de Raio X da composição química das pinturas da Gruta de Nª. Srª. da Lapa ( Universidade da Extremadura – Badajoz).

 

2018

 

Estudo das manifestações na paisagem da ocupação humana do território durante os períodos pré-histórico, romano e tardio da Antiguidade. Centra-se no estudo dos monumentos megalíticos, da arte rupestre, dos assentamentos pré-históricos, dos espaços de sepultamento e das vilas e assentamentos romanos. O Alentejo (Portugal) é a sua região preferencial de pesquisa, mas sempre dentro de perspectiva comparativa com o sul de Espanha e as realidades geográficas mediterrâneas ou de influência mediterrânea mais próximas. Pratica uma abordagem transdisciplinar de arqueologia através da colaboração com historiadores da arte, arquitectos paisagistas, artistas plásticos e especialistas em estudo de património material.

voltar ao topo


V. Paisagem e Estética da Paisagem

Coord. Geral: Profª. Doutora Rute Sousa Matos

(Departamento de Planeamento Biofísico e Paisagístico, Universidade de Évora)


2009-2017

A Ideia da Paisagem na Cultura Portuguesa

Uma ideia de identidade da paisagem pode assentar numa leitura retrospectiva das transformações recentes num território, que são evidentes ao "olhar" disciplinar, tanto de arquitectos como de geógrafos, arquitectos paisagistas, sociólogos, antropólogos entre outros. Porém, considera-se que, para se entender verdadeiramente uma matriz cultural e valorativa da paisagem, é necessário outras leituras – as recorrências terão de partir de um quadro temporal mais vasto e as perspectivas discursivas a partir da literatura ou da arte, tornam-se indispensáveis. Assim procura-se uma fundamentação teórica de uma identidade da paisagem, assente numa ideia de valor construída por uma cultura estruturada no tempo e na relação indissociável com o "todo", um quadro que permite formular outras "visões", e por isso também uma visão prospectiva da identidade da paisagem, retirando dela futuras aplicações da ideia de paisagem. Hoje, a paisagem está cartografada e os seus processos e fenómenos são amplamente registados e discutidos pelas mais diversas disciplinas. Porém, faltam estudos que motivem uma outra compreensão da paisagem. Propomos neste projecto uma abordagem que, sem por em causa as análises formais/materiais, procura antes investigar conteúdos não materiais, a parte que representa um imaginário ou um arquétipo matricial, que se pode manifestar nas diversas expressões do discurso da paisagem. Pretende-se apurar critérios de atribuição de valor à paisagem fundamentados nas especificidades da cultura portuguesa. Partindo de uma reflexão antropológica com base em documentos históricos e documentos da literatura portuguesa, serão identificadas as características fundamentais do que se pode designar por “a ideia de paisagem na cultura portuguesa”. Esta “ideia” ou “arquétipo”, corresponde a um modelo (não físico, mas ideológico) de paisagem, ancestral, difundido ao longo dos séculos na cultura popular, numa herança inter-geracional ou também captado na cultura erudita em determinados momentos históricos.

A Transformação da Paisagem nos últimos 60 anos

As cidades actuais já não se caracterizam pela continuidade do seu tecido urbano e pela definição rigorosa dos seus limites, o que não constitui, à partida, um factor negativo, mas sim uma realidade distinta. O próprio ritmo de mudança dos factores tecnológicos, económicos, sociais e demográficos, são deste facto determinantes. É nos espaços abertos, intersticiais, sobretudo os que se localizam na periferia, onde se faz sentir mais esta transformação. Estes, para além de constituírem problemas óbvios, em termos morfológicos, funcionais e de desenho urbano, oferecem também um grande potencial em termos de utilização e de oportunidades de coesão do tecido urbano e da própria cidade global. Estes espaços, isto é, os que resultam do crescimento da cidade e aos quais não se associa alguma tipologia morfológica ou funcional específica, são lugares sem forma, sem carácter, sem apropriação, e que ocorrem entre outros elementos urbanos. Estamos, pelo contrário, perante um novo conceito de cidade que não se caracteriza pela homogeneidade, mas sim pela transformação sucessiva a que está sujeita, onde a descontinuidade, as rupturas e o caos são uma constante.

 

2018

Parte do conceito de paisagem enquanto configuração de um sistema de relações culturais, ecológicas, sociais e afetivas. Isto determina que o conceito de património seja, também ele, um conceito operativo, uma vez o entendemos como sinónimo de paisagem, sistema de construção e de representação das comunidades, pelo vínculo relacional que ambos estabelecem com o espaço em que se inserem. Concentra a sua investigação numa revisão do conceito de património e no aprofundamento do conceito de transformação, intrínseco ao sistema-paisagem com que trabalhamos. Neste sentido têm sido desenvolvidas ações de reconhecimento da paisagem, enquanto estratégia operativa de planeamento e desenvolvimento, em países emergentes e em Portugal a partir dos conceitos de memória ecológica e memória coletiva das populações, sempre sob a perspetiva do envolvimento das comunidades.

voltar ao topo


V. Teatro e Estudos de Performance

Coord. Geral: Profª. Doutora Christine Zurbach

(Departamento de Artes Cénicas, Universidade de Évora)


2009-2017

O repertório teatral em Portugal: dramaturgia, tradução e representação.

Enraizado em práticas antigas, ligadas às origens da história da arte do teatro tal como é hoje entendida pelos estudiosos, o repertório teatral – entendido como conceito e conjunto de práticas observáveis na cultura e na sociedade - , tem ocupado uma função central na vida teatral em geral, como também, em Portugal. Representativo das escolhas estéticas e ideológicas dos criadores (encenadores, actores, mas também dramaturgos e tradutores, sem esquecer os editores), constitui o meio principal de comunicação entre estes e o público destinatário das obras postas em cena, sendo igualmente o lugar de cruzamentos e contactos diversos entre tradições literárias e teatrais. Em termos históricos, o conceito poderá contribuir com eficácia para um aprofundamento do conhecimento do teatro português em pelo menos dois planos estreitamente ligados: o do texto e o da prática interpretativa na qual dramaturgia e encenação colaboram na produção do espectáculo e da comunicação teatral. O repertório entendido como corpus textual desdobra-se, por sua vez, entre a produção dramática por autores de língua portuguesa com a sua respectiva ivulgação/concretização na representação teatral e na edição, e o contributo da tradução enquanto veículo privilegiado para a importação de repertórios inscritos em culturas com as quais o teatro português manteve e mantém contactos ao longo do tempo, com eventuais influência na dinamização da escrita original portuguesa. O objectivo principal do projecto de investigação apresentado será orientado pela vontade de integrar o estudo do repertório (enquanto componente verbal e textual) na prática artística dos criadores com uma incidência na sua dimensão programática (discurso dirigido a um destinatário inscrito na polis).

História do Teatro em Portugal

Edição digital e crítica de 6 obras do dramaturgo oitocentista J. M Mendes Leal.

Teatro, Dança, Circo: cruzamentos

Através de material documental em formato vídeo, procura-se estruturar e dar a conhecer, de forma panorâmica, o “Movimento” denominado “Novo Circo” que se iniciou em França há cerca de trinta anos a esta parte. Trata-se de um material que até agora tem estado disperso, e que nunca foi organizado no sentido de tornar legível este “Movimento”. Tendo uma preocupação didáctica, definiu-se que o parâmetro cronológico seria aquele que, com maior claridade, daria a ver o percurso realizado, em França, ao longo deste tempo. No intervalo histórico delimitado definiram-se cinco etapas dessa aventura: os pioneiros; os anos oitenta; os anos noventa (anos marcados pelos espectáculos do CNAC); a actualidade (emancipação de algumas disciplinas, os projectos inovadores, o retorno à noção de número, …). Por entre uma quantidade enorme de companhias e propostas artísticas existentes, haverá que seleccionar, em cada período, os espectáculos gravados mais representativos de direcções emergentes, tendências e êxitos de cada época.

ADiCT — Arquivo Digital Cultura Teatral

O projecto ADiCT propõe a constituição e estabelecimento de um fundo documental sobre um arquivo digital de artes performativas, orientado para a investigação e cujas fontes serão captadas através de produção autónoma (entrevistas, registos), da proposta de trocas, de doações, empréstimos, etc., numa direcção que tende à constituição de um verdadeiro arquivo para as artes performativas contemporâneas. O ADiCT deverá, igualmente, agenciar a captação de fontes documetais (até porque são elas que cruzam o território da investigação com a documentação e a criação contemporâneas.

O Actor Permanente

Investigação prática e teórica sobre uma metodologia de treino do actor/intérprete, própria da sociedade global do século XXI, a partir do trabalho desenvolvido por dois grandes mestres das vanguardas russa e americana: Polina Klimovitskaya e Lee Breuer. O Actor Permanente é um projecto que visa o desenvolvimento de práticas laboratoriais de treino de intérpretes de teatro e sua paralela teorização com publicitação dos resultados obtidos no processo.

Este é um Projecto determinado por práticas específicas de experimentação centrada na entidade personagem (técnicas: deconstrução/reconstrução) a serem observadas e anotadas

Constatamos, actualmente, sobretudo no quadro mental norte-americano, a coexistência activa de vários entendimentos sobre a “morte da personagem” (cf. por exemplo, Fuchs, Elinor, 1996, The Death of Character: Perspectives on Theater after Modernism). Uma linha, que podemos fazer entroncar na utopia da formadora de actores Uta Hagen que continua a defender a necessidade do estudo da personagem como ferramenta indispensável a intérpretes, dramaturgos e escritores ou encenadores; outra linha, subscrita por vários artistas, como David Mamet ou Anne Bogart , nega a própria existência da entidade personagem (cf. Wangh, Stephen, 2000, An Acrobat of the Heart, pp. 236 e sgs).

Lee Breuer e Polina Klimovitskaya encontram-se num lugar problemático entre estas duas interpretações. Oriundos de geografias culturais muito diferentes (Estados Unidos da América, União Soviética), evoluíram e encontraram-se (nos EUA) numa plataforma excepcional (o experimentalismo cénico e a formação universitária) que lhes permitiu confrontar as suas matrizes diferenciadas.

Os Bonecos de Santo Aleixo no passado e presente do teatro em Portugal

Projecto autónomo (POCI/EAT/60520/2004) com parceria entre o Centro de História da Arte e o Centro Dramático de Évora.

Por ter sido considerada relevante para o conhecimento da vida teatral portuguesa, quer na sua expressão mais tradicional, quer nas suas manifestações actuais, a candidatura autónoma do projecto de investigação intitulado “Os Bonecos de Santo Aleixo no passado e presente do teatro em Portugal” e apresentado em parceria com o Cendrev, em 2004, ao programa de apoio comunitário POCTI/FSE/FEDER no âmbito dos Concursos de Projectos de Investigação & Desenvolvimento abertos pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, mereceu a aprovação de um financiamento que apoia todas as vertentes do trabalho a desenvolver entre 2005 e 2008 em torno da recolha e da interpretação das fontes relativas aos BSA e da análise da sua recepção actual.

A equipa dos investigadores constituída por três docentes da Universidade de Évora: Christine Zurbach e José Alberto Ferreira, especialistas em teatrologia, e por Fátima Nunes, investigadora da cultura contemporânea, iniciou em 2006 o trabalho sobre o espólio dos Bonecos, com o acompanhamento dos consultores do projecto John McCormick (Dublin, Irlanda), Brunella Eruli (Siena, Itália) e José Manuel Pedrosa (Alcalá, Espanha).

Para a realização do conjunto do trabalho sobre a componente material do objecto estudado – marionetas, retábulo e adereços -, a equipa recorreu à competência de vários especialistas e de uma bolseira de investigação. Disponibilizada em formato digital no “site” do Centro de História da Arte pelo link escritanapaisagem.net/bsa, a recolha efectuada encontrou assim uma divulgação alargada, num quadro de internacionalização da investigação teatral feita em Portugal. Além disso, o projecto publicou em Setembro de 2007 o conjunto dos textos do repertório hoje representado por actores-marionetistas do Cendrev. O modo de apresentação do conjunto das peças adoptado na obra partiu da primeira transcrição efectuada nos anos 1980, a qual foi ajustada aos critérios seguidos pelos investigadores do projecto e, também, ao testemunho vivo dos actores envolvidos na conservação actual do teatro dos Bonecos de Santo Aleixo, na difícil tarefa de esclarecimento e ponderação da importância relativa das marcas da oralidade bem como da vertente regional que conotam a fala dos bonecos. www.culturaspopulares.org

As Violas d’Arame do Arquipélago dos Açores.

Estudo do instrumento e da sua prática.

 

2018

PT

O objetivo é repensar criticamente a tradição, a história e o património teatral através da articulação de pesquisas teórica e prática. A investigação teórica centra-se no estudo das diferentes expressões regionais do teatro de fantoches no Alentejo, e da dramaturgia e tradução do repertório teatral em Portugal. A pesquisa prática é centrada no performativo e ator, e na interação do teatro com práticas comunitárias como um fator de identidade cultural, relações sociais e sustentabilidade. Este eixo de pesquisa em teatro e práticas comunitárias faz parte da constituição de uma rede internacional de pesquisa em Artes e Comunidades Sociais, que contará também com a participação do grupo de Artes Visuais e Design. Uma das contribuições para a rede de pesquisa será o mapeamento do teatro e das práticas comunitárias como género artístico em Portugal e no Brasil. No teatro, a prática pela performance é também uma forma de preservar sua herança / tradição através da transmissão, o que implica uma atualização contínua de significados. Com base nesse princípio, o grupo debate a relação entre uma perspectiva crítico-patrimonial e as artes participativas pela realização de ações de animação performativas / teatrais.

voltar ao topo

Voltar à HomePage